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Resenha: A Prisão do Rei

06/09/2017

Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 538
Ano: 2017
Classificação: 
Compre: Físico | Ebook

Aviso: Esta resenha pode conter spoiler de Espada de Vidro. A continuação da leitura, sem ter lido o livro anterior, poderá estragar a sua experiência com a história.


Apesar de ter sido o melhor até agora, Victoria ainda não acertou totalmente na hora de desenvolver a história do terceiro livro da série "A Rainha Vermelha".

O terceiro livro começa exatamente onde "Espada de Vidro" terminou: Mare sendo capturada por Maven e ficando presa no castelo Calore, sem seus poderes e tendo que acatar as ordens do novo rei de Norta. Sabendo que a guarda está de olho nos sangue-novos, Maven decide trazer essas poderosas pessoas para o seu lado e usará Mare para conseguir isso.

Esse livro foi, sem dúvidas, muito melhor que o segundo. Como Mare passa muitos meses no castelo, podemos conhecer um pouco mais desse "novo" Maven e entender o que aconteceu para que ele se tornasse tão frio. Acredito que foi graças a isso que esse livro foi muito mais interessante. O jovem rei pode ser um psicopata que divide os fãs da série entre quem o defende e quem o ataca, mas ele é um vilão impressionante. Quando achamos que ele perdeu a guerra, ele aparece com um novo plano e mostra que não vai desistir do trono tão facilmente.

"Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora, estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são a coroa."

Em sua jornada dentro de uma cela, a única companhia de Mare são alguns livros de Julian que Maven deixou para que ela passasse o tempo. Felizmente, algumas passagens desses livros são descritas por Mare e podemos saber um pouco mais sobre como o mundo passou a ser dominado pelos prateados. Uma informação interessante que pode não mudar o rumo da história, mas sacia nossa curiosidade.

E já que Mare passa a maior parte do livro presa, a autora adicionou novos narradores à história para que possamos saber o que está acontecendo com os principais grupos dessa revolução: Guarda Escarlate e Casas.

Para nos informar sobre os planos da Guarda, Cameron foi a escolhida para narrar, porém, foi uma péssima escolha! Ela é a que menos quer estar ali e fica o tempo todo reclamando que quer buscar o irmão. É compreensível a preocupação dela, mas existem outros membros da Guarda que poderiam ter uma narração mais interessante e nos fizesse entender o porquê da demora e os outros planos.

Evangeline também não se destacou, mas, teve um ponto de vista que nos acrescentou mais. Conhecer a mulher embaixo da armadura foi surpreendente. O relacionamento com a família e seus pensamentos nos mostram que ela tem sentimentos e não é tão malvada assim. Além disso, somos apresentados aos pensamentos das outras Casas e o que elas estão achando do novo rei.

Mare, após um pouco de tortura, se torna mais suportável que no livro anterior. Ela começa a perceber que não é a mais forte e a mais poderosa e que tem outras pessoas que importam, além dela. Com toda a humilhação que Maven a fez passar, ela volta a ser mais humilde. Não volta a ser a menina que conhecemos no início, já que depois de tanta coisa que ela passou isso se tornou impossível, mas uma mistura dos dois primeiros.

Cal, por sua vez, continua sem saber onde colocar sua lealdade e dividindo as pessoas pela cor do sangue. Ou seja, o príncipe exilado continua sendo a mesma pessoa que sempre foi. Tudo o que aconteceu em sua vida, aparentemente, não serviu de muita coisa. Ele precisa evoluir muito como ser humano e espero poder ver isso no próximo livro. Cal também acredita que pode recuperar o irmão, mas, honestamente, eu também gosto de me iludir com isso.

Como sempre, Victoria escreve um final surpreendente e que nos deixa muito ansiosos para o próximo livro, que só lança ano que vem. Apesar de não saber desenvolver a história de forma que o livro nos prenda do início até o fim, Victoria sabe escrever um final e consegue esconder o que está planejando com tantas reviravoltas.

Quais são suas apostas para o último livro da série? O que acontecerá com Norta? Me respondam nos comentários ;)

2 comentários

  1. Nossa como o seu pensamento é diferente do meu! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk discordo de quase tudo que você escreveu, mas alguns pontos me fez pensar.
    Quanto ao Cal e ao Maven... Acho que sou mais pé no chão quando se trata deles. Maven é como o Sebastian de Instrumentos Mortais. No final, não há salvação pra ele. E acho que vai acontecer com ele a mesma coisas que acontece com Sebastian...
    Eu tô louca pelo último livro pq o final desse terceiro me deixou de coração partido. ;-;

    Com carinho,
    Abby
    https://linhastortasb.blogspot.com.br/

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    1. Jura?! Hahahahahahahahahaha Quando li sua resenha não senti isso. Parecia que estávamos na mesma sintonia hahahahahaha

      Até agora eu ainda não consegui esquecer o menino que eu achei que o Maven fingia ser. Parecia tão verdadeiro que eu fui mais trouxa que a Mare - já que ela desistiu de salvá-lo -, mas, concordo com você sobre o final de Maven. Acho que é uma coisa que não dá para evitar, mesmo que eu me iluda achando o contrário.

      Quanto ao Cal, eu entendo ele, mas ele é muito difícil de amolecer. Ele foi criado de uma jeito, sofreu um choque de realidade e parece que não mudou NADA. Foi como falei no seu post, é compreensível as decisões e pensamentos dele porque isso não é algo que muda de uma hora para outra, mas parece que ele não amoleceu nada durante esses livros. E isso me irrita demais hahaha

      Nem me fala desse último livro. Estou morrendo de medo do que está por vir, mas muito ansiosa *-*

      <3

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