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Resenha: O Navio dos Mortos

14/03/2018


Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 356
Ano: 2017
Classificação: ★★★★
Compre:  Físico | Ebook

Aviso: Esta resenha pode conter spoiler de O Martelo de Thor. A continuação da leitura, sem ter lido o livro anterior, poderá estragar a sua experiência com a história.

Infelizmente, a trilogia "Magnus Chase e os Deuses de Asgard" chegou ao fim. Confesso que quando comecei a ler, esperava cinco livros como ocorre com a maior parte das séries do autor. Estava até separando espaço na estante e me preparando financeiramente para bancar duas séries dele (essa e As Provações de Apolo) que estavam tendo lançamentos intercalados. Porém, agora continuaremos apenas com uma.

Nesse livro, Loki - que escapou da prisão no final do segundo livro - está preparando Naglfar (O Navio dos Mortos) para invadir Asgard e dar inicio ao Ragnarök (Juízo Final). Para impedir o fim do mundo, Magnus e seus amigos do andar dezenove precisam cruzar oceanos e impedir Loki antes do solstício de verão.

Em comparação aos outros dois livros, esse acabou me decepcionando um pouco.

O início da decepção foi assim que o livro começa. Eu demorei muito tempo para me sentir envolvida pela trama e essa é uma das séries do Rick que eu mais gostei. Foram dias lendo apenas um capítulo - mais para poder avançar do que por vontade de ler. Estava até começando a achar que eu tenho um certo problema com aventuras que se passam em navios porque senti a mesma coisa na série "Os Heróis do Olimpo". E não se engane, eles não ficam apenas navegando até chegar ao destino. O autor nos presenteia com as histórias de morte dos membros do andar dezenove e tem algumas missões onde eles precisam pegar algumas coisas antes de enfrentar o Loki, porém, ainda assim, não me prendeu muito.

Também perdemos um pouco do humor de Magnus nessa história e o livro fica com menos piadas. Para alguns isso pode ser bom, mas para mim não foi tanto. Acho que esse era um dos melhores diferenciais do livro.

Passado a metade inicial do livro, a história começa a melhorar bastante e meu ritmo de leitura aumentou bem. 

Rick Riordan, como sempre, adora nos presentear com personagens que representam a minoria e acredito que essa tenha sido a série em que ele mais diversificou. A personagem que mais me chamou a atenção foi Samirah, que é muçulmana. Ela estava inserida em um contexto de deuses nórdicos, encontrava com eles e trabalhava para eles, mas se manteve fiel à sua crença até o final. A fé dela é algo inspirador.

A batalha contra Loki foi maravilhosa e valeu todo o sacrifício inicial. Foram tantos momentos incríveis que eu queria transcrever tudo aqui, mas sem spoilers, não é mesmo? Fiquei extremamente surpresa porque eu não fazia ideia de como o autor conseguiria criar uma batalha digna do deus da trapaça e dar uma oportunidade justa a Magnus, mas é claro que ele conseguiu.

Porém, ainda acho que três livros não foram o suficiente para contar tudo. Na verdade, o final parece mais um final de livro que de série. Isso me leva a crer que a história ainda não terminou e com sorte, veremos mais desses personagens em "As Provações de Apolo".

2 comentários

  1. .
    Olá. Visitando, vendo, lendo, admirando, e gostando muito das suas publicações.
    Acredito que seja um bom livro.
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    * Promessas de Amor em Versos Poéticos *
    .
    Deixando votos de felicidades

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    Respostas
    1. Olá Gil. Fico muito feliz que esteja gostando das minhas publicações. Seu comentário me deixa com a sensação de dever cumprido. O livro é muito bom sim. Espero que goste :D

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