20.9.17

Setembro Amarelo: Precisamos falar sobre suicídio


Hoje, eu iria publicar um post totalmente diferente que este. Na verdade, eu nem pretendia abordar o assunto por aqui, mas depois de tanto pensar, eu percebi que ele poderia ser muito importante para muitas pessoas, e esse sempre foi o objetivo do blog. Não importa se eu estarei apresentando livros legais ou praticando a minha escrita. Eu quero ajudar de alguma forma e esse mês, é tempo de falar sobre suicídio.

Com tantas pessoas acreditando que esse é um enorme tabu, é difícil de falar e a informação acaba não chegando em quem precisa. Por isso, o CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) trouxeram para o Brasil o Setembro Amarelo visando conscientizar as pessoas desse mal que afeta cada vez mais pessoas. 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), aproximadamente 800 000 pessoas morrem por suicídio todos os anos! É um número muito alto, e é ainda mais alto se você levar em consideração o número de pessoas que já tentaram.

"Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer." 
- Setembro Amarelo

São diversos fatores que levam uma pessoa a esse pensamento, por isso, se você ouvir alguém dizendo que está pensando em se suicidar, leve a sério! É um enorme engano pensar que as pessoas que pretendem cometer suicídio não falam. Elas falam e precisam ser ajudadas. Não importa se você acha que a pessoa "não pareça estar sofrendo".


Como ajudar?

Existem diversas maneiras de ajudar. A melhor forma é estar presente para quando a pessoa precisar, ouvir o que ela tem a dizer e apoiá-la no que for preciso. Quando alguém pensa em suicídio, acha que ninguém se importa ou sentirá sua falta e você pode fazer uma enorme diferença apenas estando presente. Lembre-se de não julgá-la em nenhum momento e que o problema dela pode ser pequeno para você, mas para ela é um peso enorme. Respeite isso.

A procura de um profissional também fará grande diferença. Incentive-a e mostre que isso não a torna fraca, já que são muitos os acreditam nisso. O profissional estará lá para ajudar ainda mais junto com os amigos e família.

Além disso, existe o Centro de Valorização da Vida que realiza apoio emocional 24h todos os dias. É uma conversa sigilosa que poderá ser feita por telefone, chat ou email.

LIGUE 141

Também recomendo o livro "365 Dias do Ano" que foi escrito pela Demi Lovato quando ela estava passando por dificuldades. Sempre achei o livro muito bom e encontrei relatos de pessoas com depressão que também se sentiram melhor lendo. Nele você encontra frases motivacionais e exercícios que a autora propõe para serem feitos.

No Pinterest, eu disponibilizei um board com frases e imagens relacionadas à esse mês que podem ser baixadas no celular ou colocadas pela casa para serem vistas durante o dia.

Essas são algumas formas de ajudar que eu encontrei. Compartilhe este post com pessoas que precisam entender o que é suicídio e como ajudar a evitar. E lembre-se sempre, você não está sozinho. Você é importante para muita gente ♥

13.9.17

Como foi a Bienal do Livro 2017?


Mais um ano de Bienal do Livro aqui no Rio de Janeiro se foi. Agora, é esperar até 2019 ou juntar dinheiro para ir na de São Paulo - que para mim só vale a pena se for para ver algum autor. Já havia dado algumas dicas para aproveitar o evento aqui no blog e espero que elas tenham ajudado você porque elas me salvaram.

Com isso, vou contar para vocês como foram meus únicos dois dias de Bienal.

Primeiro dia - 02 de Setembro - Sábado

A escolha desse dia foi graças a presença da Jenny Han - autora de "Para todos os garotos que já amei". Seriam dois eventos com ela: o bate-papo e a sessão de autógrafos. A distribuição de senha começaria às 10:30h e o evento abria meia hora antes. Precisava correr. Acordei cedo e cheguei no local às 9h. A fila já estava enorme. Tinha pessoas que estavam lá desde às 7h. "Não vou conseguir", pensei. O pânico bateu e ainda faltavam uma hora e meia para eu saber se todo o esforço e planejamento teria sido em vão. Como já havia baixado o mapa do evento, fiquei todo esse tempo o memorizando para assim que eu conseguisse passar pela entrada, corresse o máximo possível para chegar na distribuição de senhas, que era em um pavilhão diferente do que entrei.

Para quem nunca foi, a Bienal do Rio ocupa 3 pavilhões no Riocentro. São eles: laranja, azul e verde. Cada um possui um "tema" e você encontrará lojas e editoras de acordo com essa divisão. O local é enorme e é muito fácil de se perder. 

Depois de correr tanto e ficar super cansada nos primeiro minutos do evento, consegui pegar a fila com um tamanho razoável, mas a dúvida permanecia. Eram 400 senhas para o bate-papo e 300 para a sessão de autógrafos, mas como só li o primeiro livro e não queria spoilers, queria apenas o autógrafo e a minha foto com a autora. E consegui!


Com a foto e meus livros autografados, começou a minha caça por livros baratos para comprar e lugares para tirar foto. Eu adoro a Bienal, mas como eu disse no outro post sobre o evento, é preciso pesquisar muito porque não são todos os livros que estão com desconto. Fui com uma lista, mas só consegui comprar dois dela. Muitos estavam com pouco desconto e não valiam tanto a pena assim. Quando eu vou na Bienal, procuro livros o mais próximo de 20 reais e a maior parte estava por volta dos 30. 

Por isso, voltei com a seguinte lista para a casa:
  • O Jantar - Intrínseca
  • Quem é você Alasca? - Intrínseca
  • P.S.: Ainda Amo Você - Intrínseca
  • O Orfanato da Srta. Peregrine - Leya
Também aproveitei para tirar muita foto porque os stands estavam maravilhosos. Existiam filas nos locais, mas nada em que se perdesse horas, como aconteceu com o trono de ferro de Game of Thrones em 2015.


Segundo dia - 06 de Setembro - Quarta-Feira

O segundo dia foi bem mais tranquilo que o primeiro. Não precisei me preocupar com horário e nem correr para ver algum autor. Fomos lá para aproveitar apenas a venda de livros. Andei tudo com mais calma e consegui ver mais promoções e stands que não deu para visitar. Por isso, saí com mais algumas compras e mais fotos.

Cheguei depois do horário de abertura do evento e ainda tinha um pouco de fila, mas não ficamos esperando por muito tempo. Porém, a fila de compra de ingressos estava um pouco grande. Minha mãe e meu irmão não compraram ingressos antecipados e perdemos alguns minutos esperando eles.

O local estava mais vazio que no sábado e foi muito melhor para andar e ver as estantes. A maior parte dos visitantes era de escola, mas eles não lotaram o local. As filas de compras e de fotos estavam bem menores, e entrar nos stands estava mais suportável. 

Visitei novas editoras, mas voltei a entrar nas que já havia entrado no sábado. Só vi dois preços que mudaram entre esses dois dias. Um estava mais caro e o outro mais barato.

Voltei para a casa, com os seguintes títulos:
  • Não pare! - Valentina
  • Obsidiana - Valentina
  • Treine seu inglês - Saravia
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam - Livro de Colorir - HarperCollins

Como sempre, a Bienal foi um evento incrível! Conheci novos títulos e comprei alguns livros que não pretendia. Infelizmente, não consegui ir em nenhuma das palestras ou bate-papos que tiveram. Espero conseguir ir no próximo pois os temas eram bem legais.

No Instagram do blog, postei fotos das compras de alguns leitores no stories. Ainda dá tempo de participar!

Como foi a sua Bienal? Me conte nos comentários que vou adorar saber ;)

6.9.17

Resenha: A Prisão do Rei


Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 538
Ano: 2017
Classificação: ✰✰✰✰

Esta resenha pode conter spoiler de Espada de Vidro. A continuação da leitura, sem ter lido o livro anterior, poderá estragar a sua experiência com a história.


Apesar de ter sido o melhor até agora, Victoria ainda não acertou totalmente na hora de desenvolver a história do terceiro livro da série "A Rainha Vermelha".

O terceiro livro começa exatamente onde "Espada de Vidro" terminou: Mare sendo capturada por Maven e ficando presa no castelo Calore, sem seus poderes e tendo que acatar as ordens do novo rei de Norta. Sabendo que a guarda está de olho nos sangue-novos, Maven decide trazer essas poderosas pessoas para o seu lado e usará Mare para conseguir isso.

Esse livro foi, sem dúvidas, muito melhor que o segundo. Como Mare passa muitos meses no castelo, podemos conhecer um pouco mais desse "novo" Maven e entender o que aconteceu para que ele se tornasse tão frio. Acredito que foi graças a isso que esse livro foi muito mais interessante. O jovem rei pode ser um psicopata que divide os fãs da série entre quem o defende e quem o ataca, mas ele é um vilão impressionante. Quando achamos que ele perdeu a guerra, ele aparece com um novo plano e mostra que não vai desistir do trono tão facilmente.

"Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora, estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são a coroa."

Em sua jornada dentro de uma cela, a única companhia de Mare são alguns livros de Julian que Maven deixou para que ela passasse o tempo. Felizmente, algumas passagens desses livros são descritas por Mare e podemos saber um pouco mais sobre como o mundo passou a ser dominado pelos prateados. Uma informação interessante que pode não mudar o rumo da história, mas sacia nossa curiosidade.

E já que Mare passa a maior parte do livro presa, a autora adicionou novos narradores à história para que possamos saber o que está acontecendo com os principais grupos dessa revolução: Guarda Escarlate e Casas.

Para nos informar sobre os planos da Guarda, Cameron foi a escolhida para narrar, porém, foi uma péssima escolha! Ela é a que menos quer estar ali e fica o tempo todo reclamando que quer buscar o irmão. É compreensível a preocupação dela, mas existem outros membros da Guarda que poderiam ter uma narração mais interessante e nos fizesse entender o porquê da demora e os outros planos.

Evangeline também não se destacou, mas, teve um ponto de vista que nos acrescentou mais. Conhecer a mulher embaixo da armadura foi surpreendente. O relacionamento com a família e seus pensamentos nos mostram que ela tem sentimentos e não é tão malvada assim. Além disso, somos apresentados aos pensamentos das outras Casas e o que elas estão achando do novo rei.

Mare, após um pouco de tortura, se torna mais suportável que no livro anterior. Ela começa a perceber que não é a mais forte e a mais poderosa e que tem outras pessoas que importam, além dela. Com toda a humilhação que Maven a fez passar, ela volta a ser mais humilde. Não volta a ser a menina que conhecemos no início, já que depois de tanta coisa que ela passou isso se tornou impossível, mas uma mistura dos dois primeiros.

Cal, por sua vez, continua sem saber onde colocar sua lealdade e dividindo as pessoas pela cor do sangue. Ou seja, o príncipe exilado continua sendo a mesma pessoa que sempre foi. Tudo o que aconteceu em sua vida, aparentemente, não serviu de muita coisa. Ele precisa evoluir muito como ser humano e espero poder ver isso no próximo livro. Cal também acredita que pode recuperar o irmão, mas, honestamente, eu também gosto de me iludir com isso.

Como sempre, Victoria escreve um final surpreendente e que nos deixa muito ansiosos para o próximo livro, que só lança ano que vem. Apesar de não saber desenvolver a história de forma que o livro nos prenda do início até o fim, Victoria sabe escrever um final e consegue esconder o que está planejando com tantas reviravoltas.

Quais são suas apostas para o último livro da série? O que acontecerá com Norta? Me respondam nos comentários ;)

23.8.17

5 dicas para aproveitar a Bienal do Livro


Um dos eventos mais esperados - pelo menos por mim - que acontecerá aqui no Rio de Janeiro é a Bienal do Livro: uma enorme feira que reúne vários expositores de livros com preços, normalmente, abaixo do comercializado. Porém, o evento vai muito além de apenas compras. Dentre a programação disponibilizada, podemos encontrar workshops, debates, sessões de autógrafos, etc.

Este ano será minha terceira Bienal, por isso, separei algumas dicas de como se preparar para aproveitar o máximo do evento, de acordo com a minha própria experiência.

Programe-se

A primeira coisa a se fazer é entrar no site da Bienal e escolher o que fazer por lá. Muita gente vai apenas para comprar livros, mas alguns também gostam de aproveitar a programação, já que tem várias coisas legais para fazer. Se você se encaixa no último caso, é preciso conferir os eventos que serão realizados, os dias e os horários. Já aviso que não é possível comparecer em todos porque alguns ocorrem no mesmo horário.

Também é bom já ir com uma lista dos livros que pretende comprar e quais as editoras os publicaram. Assim, você já vai direto nos lugares que sabe que serão úteis. Na última edição da Bienal, foi disponibilizado no local uma revista que vinha com o mapa do evento, mas se você quiser chegar com ele já em mãos, é só imprimir aqui.

Compre ingresso antecipadamente

Normalmente, eu chego no Riocentro (local onde ocorre o evento) bem cedo porque os stands ainda estão vazios, e comprar o ingresso antecipadamente sempre me ajudou muito nesse quesito. Mesmo as filas não estando cheias nesse horário, eu garanto alguns minutinhos a mais para andar sem ser atrapalhada. Dependendo do dia e do horário, isso muda completamente. As pessoas chegam assim que o evento abre e as filas ficam enormes. É muito melhor garantir seu ingresso antes para poupar tempo e paciência.

Esse ano o ingresso subiu para R$24 (inteira) e R$12 (meia). No site, já dá para comprar o ingresso, ver os pontos de venda e ver as regras para pagar metade do valor. Atenção ao escolher um ponto de venda porque alguns cobram taxa de conveniência.

Controle-se

Quem não surta ao ver tantos livros num lugar só, não é mesmo? Pois é, mas é nessa hora que você mais precisa ter auto-controle ou pode acabar gastando mais que o necessário. Não são todos os livros que recebem bons descontos e nem todas as editoras possuem os menores preços. Já teve vezes que um exemplar estava mais barato no stand da Saraiva, por exemplo, que na editora que publicou o livro.

Para conseguir comprar sem gastar muito, é importante ficar de olho nas lojas físicas e online que não estão na Bienal, porque algumas abaixam o preço nessa época para compensar o baixo movimento causado pelo evento. Para as compras valerem a pena é necessário muita pesquisa e paciência.

Alimentação também é importante

Passamos tanto tempo pensando em quais livros comprar e o dinheiro que iremos precisar que esquecemos da parte da alimentação. No meu primeiro dia de Bienal do Livro em 2015, eu esqueci que precisaria me alimentar durante as horas de evento e precisei comer no local. Me arrependo até hoje. Por ser um evento fechado, as lanchonetes que vendem comida no local cobram preços absurdos! Depois disso, passei a levar comida de casa e pretendo fazer isso novamente, se o evento continuar permitindo.

Conforto acima de tudo

Todas as vezes que eu fui na Bienal eu andei tanto que se tivesse um espaço no chão, eu sentava ali mesmo. Por isso, opte por roupas e sapatos confortáveis. É difícil encontrar um local próprio para sentar e quando tem, está cheio. 

Uma boa opção também, e que eu vejo muita gente fazendo, é levar uma mala com rodas. Fica muito mais fácil de carregar os livros, dependendo de quantos livros você planeja comprar.


Seguindo essas dicas, você poderá aproveitar o evento sem imprevistos. E se tiver outras que eu não mencionei, me conta nos comentários ;)

2.8.17

Resenha: O Martelo de Thor


Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 392
Ano: 2016
Classificação: ✰✰✰✰

E mais uma vez estou aqui para falar de um livro do Rick Riordan, só que dessa vez, sobre a trilogia Magnus Chase e os Desuses de Asgard.

No segundo livro da série, seis semanas se passarão depois do final do primeiro livro. Com seus amigos, Hearthstone e Blitzen, desaparecidos, ele fica encarregado de uma missão que se não for bem sucedida, poderá dar início ao Ragnarök: encontrar o martelo de Thor sem precisar usar o plano de Loki.

Na continuação dessa história incrível que poderia ter cinco livros ao invés de três, podemos nos reencontrar com Magnus e sua personalidade sarcástica e outros personagens tão queridos. Também somos apresentados a um novo einherji que possui gênero fluído, não se identifica com nenhum gênero, Alex. Esse(a) personagem deu toque especial no livro por ser diferente de todos os outros. A maior parte dos habitantes do hotel Valhala começa morrendo de medo dele(a) porque ninguém consegue se aproximar. Ele(a) já começa atacando à todos - não só com palavras, mas fisicamente também.

Com a inclusão desse personagem, Rick Riordan, mais uma vez, dá um exemplo de representatividade e isso é incrível tanto para quem se encaixa na minoria representada, quanto para quem não se encaixa. Vivemos em um mundo com tanta diversidade que a presença delas não deveria ser uma surpresa, mas algo que pudesse ser encontrado em todos os livros.

Além disso, podemos conhecer a história de mais um dos amigos de Magnus, Hearthstone, e um pouco mais de sua jornada. Hearth sempre foi um personagem que eu queria colocar num potinho e proteger de todo o mal e agora, sinto isso ainda mais. A história dele é algo que nunca imaginei.

O livro continua com o mesmo toque de humor do anterior, mas o final deixou um pouco a desejar. A ansiedade do que está por vir permanece o livro inteiro, mas aconteceu tudo muito rápido. Poderia ter sido melhor desenvolvido e causado um mistério a mais. Mas, a sensação que eu tive foi a que o desfecho era muito óbvio e não teve nada que pudesse impedir.

Magnus Chase continua sendo uma história que eu recomendo à todos que gostem de mitologia nórdica, ou querem conhecer. Rick sempre nos ensina de uma forma divertida e não parece que estamos aprendendo.

Gostaram da resenha? Já leram o livro? Me contem nos comentários ;)
Link do seu blog - créditos

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